Indústria 4.0: domine as estratégias por trás

indústria 4.0
Saiba como dominar as estratégias por trás da Indústria 4.0
Tempo de leitura: 3 minutos

A Indústria 4.0 é um novo modelo de indústria inteligente com máquinas e sistemas conectados para tomar decisões que melhoram a produtividade. Essa é, na prática, a quarta grande reviravolta no processo produtivo de produtos e gestão empresarial, sendo, na atualidade, a Revolução Industrial 4.0, ou seja, vemos o conceito de o que é processo produtivo se alterando novamente.

 E essa revolução já está em curso, e é marcada, principalmente, pela convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas. Em outras palavras, os processos industriais integram o mundo virtual e o mundo real.

 Em suma, a Indústria 4.0 está incorporando tecnologia inteligente e conectada não apenas dentro das organizações, mas também em nossas vidas diárias. Assim, podemos resumir essa tendência global no lema na Feira de Hannover “Integrated Industry – Connect & Collaborate”, ou seja: integrar, conectar e colaborar.

Mas quais são as forças por trás da Indústria 4.0?

Sistema automatizado
Sistema automatizado
  • O crescimento do Big Data: o poder computacional para armazenamento de dados e mais conectividade fazem com que as empresas produzam, além disso, analisem e acessem mais dados em seus processos produtivos;
  • Novas e inovadoras formas de interação homem-máquina;
  • O surgimento de ferramentas, recursos e métodos de análises de dados: soluções de Business Intelligence e metodologias complexas de gestão;
  • Transferência de instruções digitais para o mundo físico: como a presença da robótica avançada e a impressão 3D.

E os princípios que regem a Indústria 4.0?

Indústria autotomizada
Indústria autotomizada

Além das forças por trás desse fenômeno, cinco grandes princípios foram percebidos pelos estudiosos do tema. São eles:

  1. Real time: o dinamismo do mercado, aliado à revolução tecnológica, torna instantâneos os processos de captura, análise e transformação de dados;
  2. Virtualização: ferramentas, recursos e serviços na indústria são entregues de maneira virtualizada para serem utilizados em qualquer local, a qualquer hora e a partir de qualquer dispositivo, permitindo o controle de ambientes;
  3. Descentralização: segundo o professor de Inovação e Competitividade e coordenador do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral, Carlos Arruda, a inteligência descentralizada permite criar um networking de ‘coisas e máquinas inteligentes’, fazendo o gerenciamento de processos de forma independente.

Da mesma forma, não será mais necessário manter agentes humanos para tomar uma série de decisões, mas mantendo você no controle. O próprio sistema cyber-físico redirecionará os processos, baseado nos dados recebidos da produção rapidamente junto ao real time e o mapeamento de processos.

  • Orientação a serviços: infraestruturas e tecnologias não precisam mais ser adquiridas como um bem, portanto, podem ser aproveitadas como serviço, o que reduz custos operacionais e potencializa a inteligência competitiva das empresas;
  • Modularidade: a produção por demanda ganha um espaço significante, especialmente por conta da flexibilidade para a alteração das tarefas do maquinário em poucos, cuja especificação possibilita a customização total de produtos e serviços.

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Os impactos da Indústria 4.0 no Brasil e no mundo

  • Aumento e pleno controle de produtividade;
  • Redução de custos;
  • Inovação na produção;
  • Transformação na estrutura da fábrica;
  • Tomada de decisões muito mais rápida;
  • Desenvolvimento econômico.

Segundo projeção da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, se o Brasil aderir o conceito e a inovação a industrial, então, a redução de custos anual será de aproximadamente 73 bilhões, economizando através do aumento de produtividade, redução de manutenção de equipamentos e economizando energia. No entanto, essa é uma realidade um pouco distante.

Já existem fábricas adeptas ao novo modelo, como é o caso das grandes Volkswagen e Ambev, mas ainda há muito a ser feito. Para exemplificação, segundo a CNI, atualmente o Brasil ocupa a 64ª posição no ranking mundial de inovação, ficando atrás de Israel e Luxemburgo.

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Como abraçar então as oportunidades de mercado da Indústria 4.0.?

Big data
Big Data

Embora a própria definição de Indústria 4.0 leve a pensar em indústrias do tipo que fabricam carros ou medicamentos a verdade é que o conceito aplica-se extensivamente a qualquer setor de negócios, seja de produtos ou serviços.

Por isso, empresas como Netflix, Uber, Spotify, NuBank e Ifood ganharam destaque no mercado. Todas elas criaram novos nichos de mercado e também derrubaram nichos mais tradicionais. Podem não ter uma linha de produção, mas os elementos por trás da Indústria 4.0 estão presentes em tudo que fazem.

E no Brasil?

Ademais, em uma pesquisa da FAPESP, João Carlos Zerbini, Gerente de Tecnologia de Manufatura e Automação Industrial da Embraer, exemplifica o uso da digitalização na construção de aviões, que substituiu os milhares de papéis que eram usados para fazer os desenhos dos projetos, fato o qual exemplifica a tendência de expansão dos princípios que regem a Indústria 4.0.

Veja esse vídeo sobre a agricultura usando conceitos 4.0 para aumentar a produtividade

Algumas tendências já presentes da Indústria 4.0

Ainda há muito trabalho para ser feito até que sejam evidenciados seus benefícios para as pessoas, economia e meio-ambiente. No entanto, já podemos ver algumas tendências desse fenômeno na prática de seus princípios:

Impressão 3D

Atualmente, a criação de um objeto físico baseado em um modelo digital está mais acessível devido as Impressoras 3D que já são um sucesso no mercado e mostram cada vez mais o seu potencial. Da mesma forma, essa tecnologia consiste na impressão de um objeto físico com base num modelo virtual, que lê configurações da imagem como cor, material e tamanho. Dessa forma, há muitos benefícios evidenciados por ela como próteses, objetos de casa e até a indústria da moda.

Biotecnologia

Esta é uma tecnologia que tem como base a biologia para inovação em produtos e serviços para a sociedade. Desse modo, exames de DNA, fermentação de componentes para a fabricação de bebida alcoólica configuram parte dessa ferramenta.

Inteligência artificial

Interconectar dados e sistemas, conectar informações de dispositivos é o que nos proporciona a Internet das coisas (IoT), possibilitando ter no ciberespaço uma interoperação completa, como uma planta digital. Além disso, a coleta e análise da IoT, dados, documentos, é o Big Data. Mas, com a interação e sinergia, a interoperabilidade trabalha com padrões abertos na interação entre tecnologia e trabalho humano, interagindo dados e permitindo novas tendências por meio da análise feita.

Outrossim, a Computação em Nuvem, por exemplo,  tem o objetivo de comprimir os dados e disponibilizá-los de forma prática e de qualquer lugar. Além disso, essa tecnologia está se expandindo, com seu uso inicial em laboratórios, sendo usado em empresas, e já invadindo os dados de computadores domésticos.

Bitcoin

Com toda a mudança no cenário tecnológico industrial, nada mais lógico que haver uma mudança no âmbito bancário. Acima de tudo, as bitcoins já são aceitas por algumas lojas de games, hotéis e imobiliárias no mundo. Ou seja, se trata de uma moeda virtual que tem valor real e é minerada nos computadores através de processamento, não sendo pertencente a um país nem a um banco, e com ela é possível adquirir produtos e serviços.

Portanto, esperamos que as dicas tenham ajudado a se situar diante desse fenômeno global, fique por dentro dessa tendência e aumente sua competitividade minimizando custos e otimizando processos.

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