Custeio: saiba como precificar os produtos da sua empresa

Saiba fazer um custeio corretamente
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Muitas empresas hoje em dia se encontram em uma situação onde não sabem se precificam certo. Por diversas vezes, acabam vendendo por um preço sem embasamento, e se prejudicando deixando de lucrar por um simples detalhe. Nesse sentido, o custeio surge então dessa necessidade de identificar o como devemos precificar nosso produto para que ele nos ajude a pagar nossas contas e colocar você no controle dos custos. Ele pode servir também para desenvolver práticas para reduzir custos nas empresas.

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Atualmente, toda a empresa se encontra hoje com custos fixos e variáveis, além de despesas fixas e variáveis. Dessa forma, conseguimos identificar como o produto deve ser precificado.

Definição de custos fixos e variáveis para iniciar o custeio

O custos são as quantidades monetárias utilizadas para a produção de seus produtos/serviços. Sendo assim, tudo que é gasto para a produção diretamente de seu produto/serviço se encaixa nessa categoria.

Os custos podem ser classificados entre custos fixos e variáveis:

Custos Variáveis

São aqueles que variam de acordo com a quantidade de seu produto/serviço produzido. Ou seja, quanto mais se produzir maiores vão ser os meus custos atribuídos a essa categoria.

Exemplos: Matéria-prima e Mão de obra.

Custos Fixos

São custos que necessários para a produção mas que não variam de acordo com a quantidade em que se produz. Ou seja, são quantias fixas que devem ser pagas todos os meses para dar continuidade ao processo produtivo.

Exemplos: Aluguel e salário.

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Definição de despesas fixas e variáveis.

Despesas são valores que não impactam diretamente no processo produtivo, logo, quanto menores suas despesas maior será seu lucro. Contudo, despesas não necessariamente estão atribuídas com desperdícios. Nesse sentido, por muitas vezes, despesas são necessárias para manter o bom funcionamento da empresa.

Despesas variáveis

Podem ser classificadas dessa maneira todas aquelas que não necessariamente deveriam existir todo mês. Ou seja, são valores que não irão se encontrar presentes no fechamento de todo o mês.

Exemplos: confraternizações, serviços terceirizados e taxas.

Despesas Fixas

São aquelas que estarão presentes todo o mês e que manterão a empresa funcionando de acordo com a necessidade.

Exemplos: Impostos, conta de energia e EPIs.

Tendo em vista a classificação dos custos e das despesas e o que são, é necessário escolher a melhor forma de se realizar o custeio. Vale a pena ressaltar que cada tipo de custeio se adapta melhor de acordo com a realidade e necessidade do cliente.

Vamos então falar dos dois tipos de custeio mais comuns que são eles: o custeio fixo ou por aborção e o custeio variável.

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Custeio por Absorção

Custeio por absorção

É o custeio onde são debitados aos custos de produção todos os demais custos diretos e indiretos, fixos ou variáveis. Dessa forma, será possível identificar o quanto aquele produto é significativo em seu fechamento do mês.

Primeiramente, nesse tipo de custeio, é necessário estipular um critério para ratear esses custos, sendo os mais comuns: mão de obra, hora-maquina, hora-homem.

Em seguida, está na hora de começar a realizar as contas para verificar se o critério está condizente com a necessidade. No entanto, vale ressaltar que a escolha do critério é bem subjetivo e pode ser interpretado de diversas maneiras.

Por fim, são feitas as contas onde conseguimos enfim chegar na margem de contribuição daquele produto. Sendo assim, é possível identificar o quanto o mesmo contribui em pagar os custos fixos.

Toda forma de custeio apresenta vantagens e desvantagens. Devido a isso, surge a necessidade de se identificar qual é mais compensatório para cada tipo de cliente.

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Vantagens do custeio por absorção

  • Está de acordo com os princípios da contabilidade e com as leis de tributação. Portanto o método é legal e pode ser utilizado para outros fins;
  • Engloba todos os custos de gestão, sejam fixos ou variáveis, diretos ou indiretos. Sendo assim, além do custo com matéria-prima, mão de obra, ferramentas e outros, as despesas também são consideradas;
  • Possibilita um planejamento a longo prazo por possuir informações completas sobre todos os itens;
  • Define com maior precisão o custo final de cada produto;
  • Baixa complexidade.

Desvantagens do custeio por absorção

  • Poderá elevar artificialmente os custos de alguns produtos;
  • Não evidencia a capacidade ociosa da entidade;
  • Os critérios de rateio são sempre arbitrários, portanto nem sempre justos.

Custeio Variável

Nesse tipo de custeio é levado em consideração apenas os custos variáveis, ou seja aqueles que variam de acordo com o volume de produção. Essa forma de custeio apresenta um ferramenta que nos permite identificar a margem de lucro de cada produto.

É realizado quase que da mesma forma que o de absorção onde é necessário obter a classificação do custos e despesas, contudo, dando o enfoque nos variáveis como a mão de obra e matéria prima utilizada no processo.

Além disso, nesse tipo de custeio, é possível identificar a margem de contribuição de cada produto/serviço, sendo esse indicador responsável por medir o quanto aquele produto (além de se pagar) influência nos outros custos da empresa.

Como algumas das desvantagens,  podemos citar o fato de que o custeio variável não demonstra os custos com desperdícios como os presentes no modelo de layout, gargalos e etc.

Porém, novamente voltamos a dizer, cada tipo de custeio se encaixa melhor a cada situação do cliente. Nesse sentido, caso possua alguma dúvida sobre qual custeio utilizar, entre em contato e descubra qual é a melhor forma para o seu negócio.

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